Gangrape do Brasil: manifestantes vão às ruas, presidente pede negociações sobre crise - Dezembro 2021

O ataque veio à tona depois que vários homens brincaram sobre o ataque online, postando fotos e vídeos gráficos do adolescente nu e inconsciente no Twitter.

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A polícia informou que identificou e está procurando quatro dos mais de 30 homens suspeitos na gangue de uma menina de 16 anos, um caso que abalou a maior nação da América Latina e destacou seu problema endêmico de violência contra as mulheres.

O anúncio foi feito na sexta-feira, quando o presidente em exercício, Michel Temer, convocou uma reunião de emergência dos ministros da segurança de cada um dos estados brasileiros para considerar crimes relacionados ao gênero.

É um absurdo que no século 21 tenhamos que conviver com crimes bárbaros como este, disse Temer em um comunicado.

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Ele prometeu criar uma unidade de polícia federal encarregada de combater os crimes contra as mulheres.

O ataque veio à tona depois que vários homens brincaram sobre o ataque online, postando fotos e vídeos gráficos do adolescente nu e inconsciente no Twitter.

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A polícia também pediu a ajuda do público para rastrear os quatro homens e identificar os outros. Os eports locais disseram que mais de 800 pessoas ligaram para uma linha direta que foi criada para compartilhar informações.

Autoridades afirmam que o estupro aconteceu no último sábado, enquanto a menina visitava o namorado na favela São João, zona oeste do Rio de Janeiro.

Eu quero que eles aguardem a justiça de Deus. Me sinto um lixo, disse o jovem de 16 anos em breves comentários ao jornal O Globo.

É o estigma que mais me magoa. É como se as pessoas estivessem dizendo 'é culpa dela. Ela estava usando roupas escassas. 'Quero que as pessoas saibam que não é culpa da mulher. Você não pode culpar uma vítima de roubo por ter sido roubada.

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Em entrevista coletiva na sexta-feira, a polícia disse que a menina relatou ter sido estuprada por 33 homens e recuperou a consciência no dia seguinte. A polícia disse não ter sido capaz de confirmar exatamente quantos homens podem ter participado.

O chefe da polícia do Rio, Fernando Veloso, disse em entrevista coletiva que os investigadores irão revisar as provas forenses e tentar entrevistar os suspeitos.

Se essas imagens não tivessem sido postadas, talvez não estaríamos aqui agora, disse Veloso, acrescentando que muitos estupros não são denunciados.

O namorado da garota de 19 anos era um dos homens procurados, mas a polícia disse não saber se ele pode ter sido um dos agressores. A polícia disse que os homens estavam armados, embora não estivesse claro se as armas foram usadas para intimidar a vítima durante o ataque.

Armas são comuns nas favelas do Rio, infestadas por drogas e violência, assim como assassinatos em represália.

Quando questionado por repórteres se a vida da menina poderia estar em perigo por relatar o incidente, Veloso respondeu: Essa seria uma resposta subjetiva. Quem não corre risco no Rio de Janeiro?